Brasil Game Show 2017: Computação e interação
- Nayara Bolognesi
- 16 de out. de 2017
- 3 min de leitura
Feira de games em São Paulo reúne inúmeros competidores de jogos que ainda nem foram lançados.
Aconteceu nessa semana a décima edição da Brasil Game Show (BGS), de 11 a 15 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo. Realizada pela primeira vez em 2009 na capital carioca como Rio Game Show, a BGS consagrou-se a maior feira de games da América Latina atualmente.
O evento reúne as principais empresas do setor, que apresentam as novidades do mercado de PC, console, mobile, realidade virtual (VR), card games e jogos de tabuleiro.
Stand Brasil Game Cup - Campeonato Counter Strike: Global Offensive masculino e Stand Warner Bross campeonato Injustice 2. Imagem: Nayara Bolognesi
Além disso, na BGS os visitantes podem conferir alguns dos maiores lançamentos em jogos e que podem ser testados no evento, como por exemplo: Call Of Duty: World War II, Detroit: Become Human, Need For Speed Payback e outros.
Domingo, último dia da feira de games, foi a última oportunidade de conferir de perto as melhores atrações do mundo dos games, inclusive simuladores ultrarrealistas, convidados internacionais, diversos youtubers procurados pelo público, jogos que ainda nem foram lançados e muito mais.
Um dos maiores estandes que podemos encontrar logo na entrada do evento é o da Razer Blade, maior empresa que atua no ramo de computadores para jogos online. No domingo, a área da empresa contou com a participação do piloto de stock car, Lucas Foresti, que participou da apresentação das novas linhas completas de produtos feitos por gamers e para gamers como o simulador apresentado por eles.
Stand Razer Blade na Brasil Game Show 2017. Imagem: Nayara Bolognesi
O piloto competiu com alguns participantes da plateia em um jogo de corrida. Um deles foi Victor Del Porto, 25 anos, assistente administrativo e competidor de vídeo game em jogos de corrida. O jogador conseguiu ultrapassar os pontos do piloto profissional e contou já ter prática em campeonatos e familiaridade com o simulador: “Eu participo de campeonato já há uns 5 anos e tenho um pouco de conhecimento desse simulador”, afirma o gamer.
O competidor ainda disse que se sentia lisonjeado de conseguir ganhar de um piloto profissional como Lucas. “Esses pilotos profissionais estão acostumados a andar com carros reais, não tem tanta prática com simuladores, principalmente nos softwares usados por nós. Na Fórmula 1, por exemplo, eles têm um software próprio. A stock car também”.
Victor disse que sempre se sentia nervoso de competir assim, na frente de todo mundo, no palco. Afirmou ainda que gostava bastante, e que já havia competido em outros estandes na feira que acompanha desde 2012, em que chegou uma vez a receber um prêmio para assistir o GP de Fórmula 1 ao vivo.
Outro estande muito animado foi o do Just Dance, jogo eletrônico de música desenvolvido pela Ubisoft.
Muitas pessoas estavam reunidas para assistir as competições de dança que o jogo proporciona e também imitar as coreografias. O estande contava com a participação dos animadores do público e organizadores dos campeonatos. Um deles era Diogo Defante, que também fez animação do jogo no Rock in Rio, e estava pelo primeiro ano no evento.

Estande do Just Dance na Brasil Game Show 2017. Imagem: Nayara Bolognesi
Diogo, que tem um canal no YouTube com quase 70 mil inscritos e já trabalhou como diretor cinematográfico no canal Parafernalha, disse estar gostando bastante do evento. “O evento é irado, muito grande, muitos jogos e muito entretenimento rolando, e eu acho legal porque leva a galera pra esse lance do entretenimento. Tira a galera do caminho ruim ou qualquer coisa do tipo”, destacou o profissional.
O animador afirmou que a geração atual já nasce aprendendo a mexer em tablets e celulares. Por isso, precisa de mais coisas para estimulá-la. Just Dance é um dos poucos jogos que reúne a galera onde todos podem participar mesmo fora da competição. Para Diego, essa é justamente a parte interessante do jogo: “Eu acho legal porque a galera se movimenta brincando e jogando, é eletrônico, mas não é. É um meio termo divertido em que todos acabam se conhecendo por meio do jogo e virando atletas na competição”.
A feira contou com mais de 300 mil visitantes e cerca de 200 marcas representadas. Reunindo algumas das principais empresas do setor, possibilitando o fechamento de novas parcerias e negócios.














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