Cinomose em gatos ou panleucopenia: o que é, sintomas e tratamento
- Nayara Bolognesi
- 3 de set. de 2022
- 3 min de leitura
Ter um bichinho de estimação é tudo de bom, não é mesmo? Para garantir uma boa vida a eles é importante estar atento aos comportamentos do dia a dia para que qualquer alteração seja considerada. Só por meio desse cuidado contínuo, é possível que eles tenham uma vida mais saudável.
Isso porque certas doenças são específicas para cada espécie ou raça animal e requerem observação regular para diagnóstico precoce, como a popularmente conhecida, cinomose felina.
A cinomose felina apresenta alta taxa de mortalidade em estudos realizados pela UTP, com aproximadamente 80% dos animais infectados não sobrevivendo. A doença é altamente contagiosa e se espalha rapidamente em ambientes com grande número de felinos, como abrigos.
Por isso, explicaremos agora o que é cinomose em gatos, os principais sintomas e o tratamento adequado. Veja!
O que é Cinomose em gatos?
Também conhecida como panleucopenia felina, é uma doença viral contagiosa em gatos. Embora o nome seja o mesmo do vírus da cinomose canina, o vírus é bastante diferente.
Como o nome diz, a panleucopenia felina é uma doença que acomete gatos e é um vírus resistente que está presente em diversos lugares que possuem certa frequência de felinos. Sua contaminação se dá através do ar e ambientes contaminados por outros gatos infectados.
Sintomas de cinomose em gatos
De acordo com a Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária, a presença da panleucopenia felina é determinada através de alguns sintomas característicos.
Para saber se seu gatinho pode estar enfrentando a doença, é necessário observar se ele apresenta apatia, perda de apetite, vômitos, convulsões, diarreia sanguinolenta, olhos amarelados, desidratação e, em alguns casos, fezes pretas e alterações no fígado.
Diagnóstico de cinomose em gatos
Quando algum desses sintomas é percebido em um gato, é imprescindível buscar um diagnóstico adequado e um melhor tratamento da doença com um veterinário.
Em geral, um especialista deve observar os sintomas e identificar um diagnóstico clínico. Então, se necessário, realizar outras formas de investigação da doença, como exames de sangue. A partir daí, é iniciado o tratamento sintomático específico para cada caso.
Qual o tratamento para cinomose em gatos?
Ainda segundo o estudo Diagnóstico e controle da cinomose canina, o tratamento da cinomose nos gatos é realizado por meio do cuidado dos sintomas, com o uso de terapias de suporte porque, tal como a cinomose canina, a panleucopenia não possui um tratamento antiviral eficaz.
As opções incluem fluidoterapia e solução salina intravenosa, recomendada para desidratação grave. Em alguns casos, se ocorrerem vômitos intensos, pode ser necessário realizar uma restrição de alimentos e água e, em seguida, uma liberação gradual dos alimentos com uma dieta de fácil digestão e que conte com suporte nutricional.
Além disso, os tratamentos incluem bloqueadores dopaminérgicos para ajudar a aliviar náuseas e vômitos e antibióticos de amplo espectro para prevenir superinfecções e sepse.
Também é necessário isolar o animal de estimação doente de outros gatos e lavar bem suas superfícies e objetos para evitar contaminação. O prognóstico da parvovirose depende da condição do gato no momento do diagnóstico.
Como prevenir a cinomose em gatos?
Após ter a doença tratada, os gatos ficarão imunes à cinomose por toda a vida. Da mesma forma, as vacinas protegem previamente os animais dessa doença. Sendo assim, a vacinação é essencial como método de prevenção da cinomose felina.
Existem várias opções no mercado e a mais comum é a vacina tríplice felina, que inclui proteção contra parvovirose, calicivirose e rinotraqueíte. As gatas prenhas não são vacinadas contra o vírus atenuado para evitar danos ao cerebelo fetal.
Nos gatinhos, a primeira vacinação deve ser administrada 8 semanas após o desmame. Desta forma, o anticorpo materno não interferirá para reduzir a eficácia. Uma dose de reforço precisa ser administrada um mês depois.
Além disso, para manter uma boa imunidade, é importante valorizar o bem-estar no dia a dia do seu gatinho e acompanhar a saúde dele junto ao médico veterinário. Por isso, invista em uma boa alimentação natural, brincadeiras e consultas veterinárias regulares.
E ainda, é imprescindível manter a vacinação dos animais atualizada e prestar muita atenção ao comportamento deles. Se você gostou deste artigo, compartilhe-o nas redes sociais e continue visitando o blog da Naturalis para mais dicas e informações sobre saúde animal.
Texto realizado para a empresa Balmant.



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