Complicações pós-castração - Quais são e como evitá-las
- Nayara Bolognesi
- 10 de nov. de 2021
- 5 min de leitura
A castração é um procedimento frequentemente exigido não apenas para evitar filhotes acidentais, mas também para prevenir problemas de saúde em cães e gatos, como câncer testicular ou de ovário. Como em qualquer cirurgia, o pós-operatório é muito importante para garantir que o animal esteja saudável e confortável.
A maioria dos veterinários recomenda que a castração seja uma medida preventiva importante. Ao impedir que os hormônios sexuais se produzam, é possível prevenir doenças graves e prolongar a vida dos animais de estimação. Embora existam complicações pós-castração, a operação é considerada simples.
Portanto, é necessário informar aos tutores as medidas necessárias para que cães e gatos possam passar este momento da melhor maneira sem sofrimento. Por isso, preparamos algumas dicas para você seguir na hora de acalmar os donos de pet. Confira!
Segurança do procedimento
De um modo geral, a castração é um método muito seguro e simples. Porém, é importante lembrar o tutor de examinar o amigão e fazer uma série de verificações para entender melhor seu estado de saúde e evitar possíveis complicações durante a operação.
Se o animal já apresenta algum tipo de doença pré-existente que o coloca em risco, não é recomendável castrar. Neste caso, o amigão deve ser tratado antes que a cirurgia possa ser concluída.
Outro fator que ajuda a evitar complicações em animais de estimação é a escolha da anestesia inalatória. Portanto, explique ao proprietário que este método de anestesia é considerado mais seguro e pode fornecer aos animais de estimação a dose de anestésico necessária de acordo com as reais necessidades da operação, tempo e alterações. Isso porque, ao final da operação, a inalação será interrompida logo, acelerando a recuperação do animal.
Possíveis complicações
É preciso orientar os tutores dos amigões para seguir à risca as recomendações de cuidados pós-castração para evitar complicações, mas principalmente, para garantir uma boa recuperação do pet. Por isso, separamos quais são algumas das possíveis complicações pós-castração no cachorro e o que fazer em caso de problemas.
Abertura dos pontos
Embora desconfortável, o uso dos chamados colares elizabetanos ou de roupa cirúrgica é essencial neste momento. Evita que os animais de estimação comecem a lamber ou tentar arrancar as suturas, o que pode causar infecção e/ou abrir incisões cirúrgicas.
Explique aos tutores que a agitação de alguns cães e gatos, especialmente os filhotes, é outro desafio do pós-operatório. Isso porque nos primeiros dias após a cirurgia, alguns animais não sentem mais dores e 'esquecem' que foram operados. Eles começam a se mover normalmente, o que também pode levar a complicações após a castração.
Nesses casos, o uso do colar elizabetano ou da roupa cirúrgica pode ajudar a conter os movimentos do animal. Além disso, indique aos donos dos seus pacientes que procurem manter o amigão em ambiente sossegado.
Com tudo isso em mente, LatiMia Pet criou uma roupa pós-cirúrgica que atende a todos os requisitos ideais para a confiança do tutor e segurança do animal de estimação. Contém um molde patenteado, criado pensando em cada amigo como um ser único.
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Medicação incorreta
Após a operação, o veterinário pode prescrever um ou mais medicamentos para o animal se recuperar. É muito importante mostrar aos pais dos amigões que seguir a receita é uma prioridade.
Além disso, caso o animal não aceite remédios ou vomite após a ingestão dos remédios, o tutor deve entrar em contato com o veterinário. Para que ele tome ciência desta dificuldade e assim indique o melhor caminho a ser seguido nesse momento.
Febres, diarreias e vômitos
Febre, diarreia e vômitos imediatamente após a castração podem significar que o animal tem algumas complicações graves. Nesse caso, pode ser devido a uma infecção por vírus na clínica ou causada por uma imunidade enfraquecida devido aos efeitos da cirurgia.
Portanto, recomendamos que o veterinário forneça os dados de contato da clínica e aconselhe sobre a importância de relatar quaisquer irregularidades, pois pode ser preciso uma análise mais detalhada.
Quando um amigão tem febre, vômito ou diarréia, isso significa que seu corpo está lutando freneticamente com algumas anormalidades do corpo. A febre ajuda a atacar as células atacantes, enquanto a diarréia e o vômito ajudam a eliminar qualquer coisa do corpo com mais facilidade e rapidez.
Portanto, é recomendável que o responsável procure um veterinário o mais rápido possível após a castração para resolver essas complicações.
Hemorragias internas
Qualquer operação cirúrgica que exija a invasão do corpo de um animal de alguma forma é considerada uma operação delicada.
Embora seja simples e prático castrar um amigo, sempre trará algumas consequências, que podem ou não ser graves. Visto isso, a hemorragia interna pode ser considerada grave, porque significa ruptura de um vaso ou ruptura da superfície de um órgão.
Portanto, é necessário explicar ao dono do amigão como cada programa funciona para cada animal para que ele possa prestar mais atenção aos sinais do seu pet. Indique a eles que se isso acontecer, o animal deve ser acompanhado pelo veterinário (pois pode até acontecer durante a operação). Se acontecer após a cirurgia, significa que algum tipo de cuidado não foi levado à risca.
Reações à anestesia
Você já deve saber que anestesiar um cachorro ou mesmo uma pessoa é uma das atividades mais complexas que existem. Afinal, a anestesia é uma forma de “fazer dormir" uma determinada área do corpo para que não haja dor ou resposta nervosa durante a intervenção. Mas o grande ponto é que a anestesia precisa ser muito calculada. Caso contrário, os amigões podem ter diferentes tipos de alergias e reações físicas.
Portanto, explique aos tutores que a anestesia excessiva pode facilmente levar à morte do seu amigão durante o procedimento. E que a anestesia com drogas que provocam reações pode ter consequências pós-operatórias.
Ofereça aos seus pacientes a opção de usar anestesia inalatória, que ajuda seus amigões a obterem apenas a quantidade necessária para a operação, de forma que a anestesia possa ser interrompida a qualquer momento caso ocorra algum tipo de reação alérgica ou complicações durante a operação.
Fêmeas precisam de atenção redobrada
Embora também seja considerada um procedimento simples e frequente em procedimentos veterinários, a castração feminina é mais delicada e precisa de mais atenção do que a castração masculina.
Isso ocorre porque, ao contrário dos testículos, o útero e os ovários são órgãos internos e requerem uma cirurgia mais invasiva após a remoção. Portanto, o período pós-operatório também pode ser mais difícil e doloroso.
Para alívio, o veterinário pode recomendar analgésicos. Eles só podem ser usados sob prescrição médica, combinados com o uso de colar elizabetano e da roupa cirúrgica.
Desenvolvimento da Síndrome do Ovário Remanescente
Em casos raros, pode acontecer que a fêmea desenvolva sangramento do ciclo estral mesmo após a castração. Portanto, é necessário informar aos cuidadores que isso se deve aos chamados síndrome do ovário remanescente, onde um pedaço do ovário permanece no corpo de um animal.
A síndrome também pode resultar na descamação do tecido ovariano no abdômen durante a cirurgia. Neste caso, é legal aconselhar os tutores que, se suspeitar que pode ser o caso com a sua amiga, leve-a ao veterinário para uma avaliação.
Se uma síndrome do ovário remanescente for detectada, uma nova intervenção cirúrgica será necessária para remover o tecido residual do corpo da cadela.
Outros cuidados também são importantes, como manter a dieta regular (não oferecer lanches ou guloseimas durante este período) e prestar atenção à diarréia, dificuldade para urinar e sangramentos. Seguindo essas precauções, seu animal de estimação deve estar em breve pronto para brincar e correr pela casa!
Texto realizado como freelancer para a empresa Agência Tandera - Cliente: Latimia



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