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Financiamento de imóveis: entenda como funciona

  • Foto do escritor: Nayara Bolognesi
    Nayara Bolognesi
  • 20 de jul. de 2023
  • 4 min de leitura

Possuir um imóvel é o sonho de muitos brasileiros que buscam conquistar tranquilidade e autonomia para suas famílias. Porém, o alto valor tem sido um obstáculo, assim entender como funciona o financiamento imobiliário é fundamental.


Essa é uma das melhores opções para facilitar a compra de uma casa ou apartamento e assim se livrar do aluguel. Existem possibilidades em diferentes tipos de financiamento que podem ajudar a atingir os objetivos do comprador.


Pensando nisso, neste artigo você entenderá como funciona um financiamento imobiliário e os documentos necessários. Acompanhe!


O que é o financiamento imobiliário?

Caso o cliente não tenha o valor total do imóvel, ele pode procurar instituições financeiras para obter um empréstimo imobiliário. Nesse caso, a pessoa paga em parcelas mensais por um período de contrato de até 35 anos.


Em outras palavras, financiar um imóvel é um recurso para comprar um imóvel e pagá-lo por um longo período. Porém, há incidência de taxas, condições e juros, ainda que sejam considerados um dos menores do mercado.


Como funciona um financiamento de imóvel?

Do ponto de vista objetivo, o financiamento imobiliário é como um empréstimo, onde um cliente recorre a uma instituição para obter o valor necessário para um imóvel. Após a aprovação e fechamento do contrato, o imóvel fica associado ao cliente, que paga as parcelas mensais.


Normalmente, as instituições financiam empréstimos de até 90% do valor do imóvel, seja ele na planta, novo, em construção ou usado. Portanto, é necessário fazer um adiantamento (valor de entrada do imóvel) para poder financiar e executar o contrato.


Diante disso, a instituição financeira paga ao vendedor do imóvel o valor referente ao financiamento, e o cliente assume parcelas mensais por até 35 anos. Durante o período de pagamento, o imóvel não pode ser negociado.


Para obter um financiamento imobiliário, é preciso passar por uma série de etapas, que podem ser intermediadas por imobiliárias e instituições financeiras. São processos comuns de avaliação de perfis de clientes e dados dos imóveis a serem financiados. Confira abaixo as etapas do financiamento imobiliário!


Escolha

O primeiro passo é selecionar um imóvel cujo valor corresponda com o planejamento financeiro do cliente e o valor da entrada. Ao ser claro sobre o preço, será possível negociar o valor da entrada e entender qual será a quantia que será financiada.


Crédito

A próxima etapa é a análise de crédito, onde os dados dos clientes são enviados às instituições financeiras. Nesse momento, o banco avaliará perfil, renda e outras informações para decidir pela concessão do financiamento.


Inspeção

Após aprovar o financiamento imobiliário e finalizar o plano de pagamento, o cliente define o imóvel que deseja adquirir. Por isso, é parte importante da negociação que a agência envie profissionais para fiscalizar e avaliar se atende ao valor de mercado.


Jurídico

Nessa etapa, o banco avalia todos os documentos do negócio, inclusive a imobiliária que intermediou as negociações. Durante a análise, novos documentos podem ser solicitados para determinar o processo e a sequência das compras de imóveis.


Contrato e registro

É elaborado um contrato para assinatura de todas as partes. Depois, o cliente deve registrar o imóvel em cartório, etapa que pode acarretar taxas de transferência e impostos.


Concluídas todas essas etapas do financiamento imobiliário, o imóvel é considerado próprio. Feito isso, a pessoa arca com o custo das parcelas mensais conforme as características do contrato celebrado com a instituição.


Quais os documentos necessários para financiar um imóvel?

Primeiramente, é importante entender que os documentos exigidos podem variar consoante a instituição financeira e o estágio do financiamento. Em geral, os principais documentos para financiamento imobiliário estão listados a seguir. Veja!

  • Documento de identidade

  • Comprovante de estado civil

  • Comprovante de endereço

  • Declaração de Imposto de Renda

  • Extrato do FGTS

  • Carteira de Trabalho

Comprovante de renda

Como este é o documento que prova que a pessoa realmente tem condições de pagar o empréstimo mensal, ele servirá de base para definir o valor do crédito que o comprador receberá.


Vale ressaltar que a comprovação é de renda familiar. Ou seja, o comprador pode somar a renda de todos os membros da família que trabalham ou recebem uma renda formal. Simultaneamente, as parcelas do financiamento não podem ultrapassar 30% da renda familiar comprovada.


Aqui, o comprador deve ter em mente que diferentes documentos são exigidos dependendo do tipo de trabalho. Basicamente, se ele é CLT ou autônomo, os documentos apresentados são um pouco diferentes. Para você entender, separamos os requisitos para cada categoria.


Trabalhador com carteira assinada

Se for empregado regular, basta apresentar o recibo do pagamento, o holerite. Este documento é emitido pela empresa para atestar o salário pago ao empregado. Normalmente, são solicitados os três últimos holerites para que o banco tenha uma ideia média do quanto o comprador tem em renda fixa.


Autônomo

O Decore é um documento que comprova a renda das pessoas que trabalham sem carteira assinada. Isso se aplica tanto a autônomos, como eletricistas e vendedores, quanto a profissionais liberais, como médicos e advogados. Para que o Decore seja válido, ele deve ser emitido por um contador.


Entenda as taxas de juros e parcelas

Os juros nada mais são do que a remissão do valor emprestado pelo banco. Porém, se o imóvel financiado pelo banco tiver um determinado valor, o comprador não pagará de volta a ele o mesmo preço.


Isso porque o banco precisa lucrar com a operação. Sendo assim, esse valor é redefinido com atualizações da moeda vigente. Por fim, é necessário restituir o risco assumido ao banco ou instituição financeira.


Portanto, é natural que se apliquem taxas de juros aos financiamentos. Eles então fazem parte das parcelas cobradas na assinatura do contrato de financiamento do imóvel.


Sendo assim, as parcelas consistem principalmente em duas partes. A primeira é amortizar o valor do preço do imóvel. Ou seja, o dinheiro que o banco utiliza para reembolsar a ele a parte efetiva investida no financiamento.


A outra parte da seção refere-se a correções cambiais e outros encargos, que nada mais é do que o custo efetivo total (CET) do imóvel.


Texto realizado para a empresa MDL.


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