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Prematuridade: entenda o que é, suas causas e como prevenir

  • Foto do escritor: Nayara Bolognesi
    Nayara Bolognesi
  • 22 de nov. de 2021
  • 2 min de leitura

Cuidado especial e acompanhamento clínico eficaz são necessários durante a gravidez, pois é a única forma de identificar sintomas anormais e prevenir problemas como a prematuridade. Este é um risco que envolve múltiplos fatores e requer cuidados especiais.


​​A prematuridade é um grave problema de saúde pública, principalmente nos países em desenvolvimento, pois é a causa mais recorrente de morte neonatal e a segunda causa de morte em crianças menores de 5 anos.


O que causa?

O parto prematuro, dependendo da época da ocorrência, é uma situação perigosa tanto para bebês quanto para mulheres grávidas. As principais complicações da gravidez que podem levar ao parto prematuro são:

  • Infecções;

  • Insuficiência istmocervical (abertura do colo do útero);

  • Colo do útero curto;

  • Partos prematuros anteriores;

  • Diabetes gestacional;

  • Pré-eclâmpsia (aumento da pressão arterial na gravidez);

  • Rotura prematura da bolsa;

  • Tabagismo;

  • Miomas;

  • Gravidez de múltiplos;

  • Descolamento prematuro da placenta;

  • Alterações clínicas na gestante ou no feto que necessitem de interrupção antes do tempo esperado.

Complicações no pós

Quanto mais cedo o bebê nasce, menos maduros seus órgãos e maior o risco de complicações. Os nascidos antes de 37 semanas de gravidez podem ter as seguintes condições:


  • Dificuldade para manter a temperatura;

  • Dificuldade para respirar;

  • Dificuldade para se alimentar;

  • Hemorragia peri-intraventricular;

  • Retinopatia da prematuridade.

Diagnóstico

Por meio da avaliação médica, o diagnóstico da prematuridade costuma ser claro com base nos sinais de início do trabalho de parto e na duração da gravidez.


As amostras do colo do útero, vagina e ânus podem ser coletadas para cultura. A análise dessas amostras pode indicar que uma determinada infecção é a causa do nascimento prematuro.


As amostras de urina (colocadas em condições que promovam o crescimento de microrganismos) podem ser analisadas e cultivadas para verificar se há infecções renais e da bexiga. Além disso, é importante manter o acompanhamento durante todo o período gestacional, para evitar complicações que coloquem em risco a vida da mãe, ou do bebê.


Tratamento

Às vezes, o parto pode continuar e antibióticos são administrados até que a infecção seja eliminada. Se precisar atrasar o parto, repouso, líquidos, antibióticos e, às vezes, corticosteroides podem ser usados. No entanto, se ocorrer sangramento vaginal ou se as membranas ao redor do feto estiverem rompidas, é melhor permitir que o trabalho de parto continue.


Se não houver sangramento vaginal e nenhum líquido amniótico (líquido que envolve o feto no útero) vazar das membranas fetais, é recomendável que a mãe descanse e limite suas atividades o máximo possível.


Se o colo do útero se abre (dilata) mais de cinco centímetros, o trabalho de parto geralmente continua até o nascimento do bebê. Se a ruptura da membrana fetal ocorrer antes da 34ª semana de gravidez, são administrados corticosteróides para ajudar a amadurecer os pulmões do feto.


Os corticosteróides ajudam os pulmões e outros órgãos do feto a amadurecer mais rapidamente. Também reduz o risco de dificuldades respiratórias (síndrome da dificuldade respiratória neonatal) ou outros problemas relacionados ao parto prematuro após o nascimento do bebê.


Texto realizado como freelancer para a empresa Agência Tandera - Cliente: Matricis


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