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A morte da renda fixa

  • Foto do escritor: Nayara Bolognesi
    Nayara Bolognesi
  • 17 de jan. de 2020
  • 3 min de leitura

Por Nayara Bolognesi

Ei investidor,


Queda histórica da Selic impacta a vida dos investidores diretamente

A queda histórica da Taxa Selic, movimenta o mercado e impacta diretamente a vida dos investidores. Com o começo do ano o anúncio de que a taxa básica de juros do Brasil se manteria como nas últimas semanas de 2019 em 4,5%, desanimou e causou alvoroço no meio econômico. A redução já era esperada pelo mercado, já que em outubro, o BC já tinha sinalizado ao mercado que faria uma nova redução na última reunião do ano.


Diferente do pico em que chegou entre julho de 2015 e outubro de 2016, onde a taxa básica se encontrava entre 14,25% com dois dígitos era muito mais possível ter alta rentabilidade nos investimentos de renda fixa facilmente. Hoje, os investidores precisam se empenhar muito mais para encontrar bons retornos. A diversificação nunca foi tão importante.


Com a Selic em 4,50% ao ano, investimentos de renda fixa como poupança, CDBs com taxas pós fixadas, fundos DI e títulos do Tesouro Selic pagam menos, já que seu rendimento é atrelado à taxa Selic ou à taxa DI, muito próxima da taxa básica de juros.


Mas calma que não é necessário se desesperar. Já que as alternativas em meio a este cenário não têm uma resposta 100% correta e variam muito de acordo com inúmeros fatores como: valor disponível para investimento, prazo, risco e instituição financeira.


Sendo assim, não é possível afirmar com precisão qual o melhor investimento de baixo risco nesse cenário. Para ajudar, uma pesquisa realizada pelo site Terra, revelou algumas projeções de rendimentos para diversas aplicações de baixo risco (como LCI, CDB-DI, Fundo DI e LFT) e diferentes prazos. Nela, foi considerada que a taxa Selic se mantenha constante ao longo do tempo no atual patamar, o que se trata de um cenário muito pouco provável.


• Taxa CDI constante de 4,40% ao ano;

• Taxa Selic (meta) constante de 4,50% ao ano;

• Taxa Selic constante de 4,40% ao ano;

• Mês padronizado de 21 dias úteis;

• LCI e LCA são exibidas com rendimentos entre 80% e 105% do CDI. Pode haver instituições oferecendo taxas mais baixas (grandes bancos) ou taxas mais altas (bancos pequenos, com maior risco de crédito);

• Fundos DI são apresentados de acordo com as taxas de administração de 0,3% a 4,5% ao ano, e rentabilidade bruta (sem descontar a taxa de administração) de 102,2% do CDI;

• CDBs são apresentados de acordo com o rendimento contratado, entre 80% e 105% do CDI;

• Tesouro Selic (LFT) é apresentado com os descontos das diferentes taxas de corretagem (0% a 0,5% a.a.) e as rentabilidades projetadas já se encontram líquidas da taxa de custódia cobrada pela B3 de 0,25% ao ano. Não consideramos eventual ágio ou deságio na negociação dos títulos, o que significa que o rendimento real deverá ser um pouco abaixo do que está projetado, pois há sempre um spread entre os preços de compra e de venda dos títulos.


Vale destacar que Fundos DI com taxas de administração acima de 0,5% ao ano e Tesouro Selic com taxas de corretagem acima de 0,1% ao ano são alternativas menos atraentes do que a poupança para quem for aplicar por apenas 3 meses ou menos. No entanto, é preciso lembrar que a poupança só paga juros na data de aniversário. Resgates fora da data de aniversário só receberão os juros acumulados até a data de aniversário anterior. Com isto, se a aplicação for feita para um período de 1 mês e meio, por exemplo, os fundos DI e o Tesouro Selic voltam a ser interessantes.


Porém, um fato importante é que, com a taxa Selic em um patamar mais baixo, os custos de investimento como a taxa de administração dos fundos e a taxa de administração/corretagem do Tesouro Direto representam um peso bastante significativo no desempenho destes investimentos.

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