Como tornar o RH mais humano e preparado para o futuro
- Nayara Bolognesi
- 25 de out. de 2018
- 3 min de leitura

O ser humano vive mudanças constantemente e transformações progressivas. No meio corporativo, atualizações se fazem necessárias também para evoluir e fazer com que uma empresa cresça. E o RH tem participação efetiva como agente de mudança e criador de uma cultura e valores que suportem a visão de futuro da organização.
Uma cultura patriarcal faz com que haja um processo cheio de exigências, busca por êxito, produção e eficácia de uma forma cansativa. E o mercado de trabalho permanece com divisões de gênero, onde os homens são mais competitivos e dominadores, enquanto as mulheres são submissas e serviçais mesmo tendo um maior nível de instrução, a diferença salarial e as oportunidades ainda são um problema.
O monitoramento do próprio governo mostra que os salários de contratação das mulheres, são pelo menos, 10% mais baixos que os dos homens. Sendo assim, pode se notar que o ambiente organizacional é fortemente influenciado pelo patriarcado e as empresas ainda estão estruturadas segundo o velho paradigma de comando e controle, onde prevalecem a manipulação, competição e o desrespeito.
A evolução necessária exige relações baseadas no respeito, aceitação mutua, preocupação com o bem-estar do outro, colaboração e no compartilhamento. As empresas devem buscar para o futuro do RH gerenciamentos sustentados por uma cultura que valoriza a participação, a confiança, a cooperação, a verdade e a transparência. Com o pensamento sistêmico, a companhia precisa abraçar a diversidade, a complexidade e a imprevisibilidade.
Modelos de organizações retrógradas prejudicam o desempenho do funcionário porque baseiam sua administração em promover práticas ligadas a prêmios e castigos. Assim, limita-se o ser humano a apenas máquinas de produção, com trabalhos específicos, funções predeterminadas e expectativa de rendimento já preestabelecido.
A maioria das empresas está desumanizada. Em muitas companhias, a falta de autonomia e de harmonia entre as pessoas acaba aniquilando a capacidade de criar vínculos, de pensar, de desejar, de refletir e de agir. Ligar a função do ser humano a regras únicas e preexistentes a situações que possam vir a existir pode fazer com que ele não evolua e se sinta desmotivado. Por isso, é preciso entender o colaborador como um ser pensante e capaz, um humano e não uma máquina.
No passado, a função do profissional de RH limitava-se a confirmar o poder absoluto da organização sobre o indivíduo e assegurar o respeito à hierarquia, as regras formais e ao lucro. Porém, hoje o fator humano começou a ganhar importância. O homem foi colocado no centro da organização e, pela primeira vez, o pensamento abrangeu a eficácia e não só a eficiência.
A gestão do RH deve fomentar o criar, o pensar e o sentir e não propagar fórmulas prontas para a solução de problemas recorrentes. Este movimento já está em curso e coloca em sintonia as competências únicas do ser humano com os benefícios da tecnologia para alcançar resultados significativos para todos e uma nova identidade para o RH se faz necessária.
Esse profissional precisa colocar o funcionário como protagonista da história, e não mais como objeto, usando finalmente a tecnologia como sua aliada, através de ferramentas que proporcionam experiências humanas aprimoradas e personalizadas. Onde muitas pessoas veem a tecnologia de RH como um substituto humano, se deve vê-la como uma ponte para uma lacuna muito aparente entre RH e tecnologia de recrutamento e o elemento humano que a indústria perdeu de vista no passado.
Os profissionais de RH ficam sobrecarregados com tarefas banais, tornando impossível para os recrutadores serem mais pessoais em suas comunicações. Usando tecnologia automatizada, eles podem se concentrar em construir relacionamentos e trazer os melhores talentos para suas equipes. Com as ferramentas em evolução, os empregadores são capazes de adotar procedimentos padronizados que antes eram limitados e criar experiências aprimoradas e mais expansivas para suas equipes a fim de motivar o lado humano delas.
Artigo realizado para o blog Ornellas Consultoria de RH



Comentários