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Cinomose Canina: O que é, sintomas e tratamento

  • Foto do escritor: Nayara Bolognesi
    Nayara Bolognesi
  • 6 de set. de 2022
  • 4 min de leitura

A melhor forma de garantir o bem-estar e a saúde do seu pet, claro, é por meio da informação. Isso ocorre por serem expostos a doenças diariamente e para protegê-los é preciso estar atento aos sinais que eles apresentam, como alterações de comportamento e sintomas.


Se você tem um pet em casa, já deve ter visto ou escutado sobre a cinomose, uma doença viral que acomete os cães. Para identificá-lo, é preciso conhecer os sintomas que costumam ser identificados facilmente.


Com cuidados de suporte e diagnóstico precoce, ele pode ser tratado. No entanto, sua alta taxa de fatalidades chega frequentemente até 50-90%, segundo estudo realizado pela Ufersa. Por isso, explicaremos agora o que é cinomose, como evitá-la, os principais sintomas e o como é o tratamento.


O que é cinomose?

A cinomose canina é uma enfermidade infecciosa causada pelo vírus do gênero Morbillivírus, da família do Paramyxovirus, conforme o estudo realizado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco.


Essa doença possui um alto nível de contágio e acomete os cães que estão iniciando o esquema vacinal ou aqueles que não tomaram o reforço anual da vacina múltipla onde há a imunização contra: Cinomose, Hepatite Infecciosa Canina, Adenovirose, Coronavirose, Parainfluenza Canina, Parvovirose, Leptospirose canina.


Sua incidência é global, sem preferência de raça ou gênero, estando mais presente durante o inverno e ocorrendo com maior frequência em filhotes, mas podendo atingir qualquer animal que tenha contato com o vírus e esteja sem as vacinas.


Como falamos anteriormente, o vírus apresenta baixa taxa de sobrevivência. Por isso, é importante que todos os tutores, principalmente aqueles que acabaram de adotar um filhote, saibam o que é a cinomose nos cães.


Sintomas de cinomose

Segundo estudo realizado pela PubVet, a doença tem quatro fases: cutânea, digestiva, respiratória e neurológica. Mas os sintomas não aparecem necessariamente nesta ordem e podem variar para cada animal. Observe os sintomas característicos de cada estágio.


Fase cutânea

Em cães com a forma cutânea da cinomose, algumas bolas cheias de pus podem aparecer em alguns locais, sobretudo nas patinhas, focinho e abdômen. Desta forma, erupções cutâneas e conjuntivites também podem ocorrer.


Fase digestiva

Durante a fase digestiva, o cão pode demonstrar fraqueza por desenvolver sintomas como diarreia, sangue nas fezes e febre.


Fase respiratória

Na forma respiratória da cinomose, a doença causa algumas complicações como corrimento nasal, expectoração constante e desenvolvimento de pneumonia.


Fase neurológica

Na forma neurológica, os cães manifestam vocalizações involuntárias - sons que emitem sem controle, pois estão sentindo dor. Além disso, há alterações comportamentais, convulsões, contrações musculares, movimentos de pisoteio, andar em círculos, paralisia, tremores, convulsões e falta de coordenação motora.


A cinomose canina pode se desenvolver gradualmente em cães, porém, nem todos os infectados com o vírus desenvolvem todos os estágios da doença. Por isso, é sempre necessário estar atento aos sinais e levar seu animal de estimação ao veterinário o mais rápido possível.


Tratamento para cinomose

O tratamento da cinomose baseia-se em atuar sobre os sintomas e melhorar a qualidade de vida do animal, além de prevenir infecções causadas pela doença.


Quando a cinomose é detectada precocemente, o tratamento dos sintomas permite que o animal fortaleça a si mesmo e seu sistema imunológico para combater o vírus. Mesmo que seja possível, os danos causados ​​pela doença podem ter consequências.


Quando algum desses sintomas é observado em um cão, deve-se procurar um veterinário para o diagnóstico adequado e melhor tratamento e acompanhamento da doença.


Cinomose tem cura?

Não existe um medicamento antiviral específico que possa curar a cinomose canina, mas com o tratamento adequado esse pequeno animal pode ter uma boa recuperação seguindo as recomendações de um veterinário.


Portanto, deve-se ressaltar que, a doença deve ser identificada o mais rápido possível para que o tratamento possa ser iniciado – isso evita o agravamento do caso e o surgimento de sequelas ou óbito do animal.


Sequelas da cinomose

Nem todos os cães ficarão com sequelas de cinomose após o término do tratamento. No caso daqueles que as tiveram, essas podem variar de leves a graves. As mais recorrentes são: perda cognitiva, contrações involuntárias de músculos, paralisia, convulsões e alterações na locomoção, equilíbrio e comportamento.


Como evitar cinomose em cachorros?

A doença é transmitida através do contato com secreções infectadas com o vírus. Por exemplo: sangue, placenta, urina, fezes e outros.


Os animais infectados, mesmo não apresentando sinais aparentes, costumam espalhar o vírus por meses sem que seus tutores percebam. Ou seja, a cinomose canina é mais contagiosa em ambientes onde os animais se aglomeram.


Portanto, a melhor maneira de evitar que seu cão fique doente é manter a carteira de vacinação em dia. Além das vacinas que recebe quando filhote, é importante ter uma imunização anual de reforço.


Cinomose em gatos

Como a cinomose é uma doença comum entre os cães, é normal que haja um questionamento se o vírus também atinge os gatinhos. Porém, mesmo se tratando dos mesmos sintomas, a cinomose felina é o nome popular para a panleucopenia felina e embora os sintomas sejam semelhantes, o vírus é completamente diferente.


Ainda assim, mesmo que o vírus seja outro, a panleucopenia felina possui baixas taxas de sobrevivência para os gatinhos, assim como a cinomose canina. Isso porque, o vírus pode permanecer ativo no ambiente por longos períodos e é bastante resistente, o que aumenta a probabilidade de contaminação em gatos.


Por isso, é essencial manter a carteira vacinal dos animais em dia e ficar atento aos comportamentos dos pets. Se você gostou deste texto, compartilhe nas redes sociais e continue sua visita no Blog Naturalis para mais dicas e informações sobre saúde animal.


Texto realizado para a empresa Balmant.

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